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Menopausa

Reposição Hormonal na Menopausa: Saúde e Qualidade de Vida

A menopausa é um marco biológico natural na vida da mulher, caracterizada pela interrupção definitiva da menstruação e a redução na produção de hormônios como estrogênio e progesterona. Embora seja um processo fisiológico, a queda hormonal pode impactar severamente o bem-estar e a saúde a longo prazo.

Neste artigo, abordamos como a Terapia de Reposição Hormonal (TRH) pode ser uma aliada fundamental nesta transição.

O Que é a Terapia de Reposição Hormonal (TRH)?

A TRH consiste na administração de hormônios para repor os níveis que o corpo deixou de produzir. O objetivo principal não é apenas o alívio de sintomas imediatos, mas a preservação da saúde metabólica, óssea e cardiovascular da paciente.

Quando a Reposição é Indicada?

A indicação deve ser sempre individualizada, mas geralmente é recomendada para mulheres que apresentam:

  • Sintomas Vasomotores: Os famosos “fogachos” (ondas de calor) e suores noturnos.
  • Alterações Urogenitais: Secura vaginal, dor na relação sexual e urgência urinária.
  • Impacto Psicológico: Irritabilidade, ansiedade, depressão leve e alterações no sono.
  • Prevenção de Osteoporose: Proteção contra a perda de massa óssea e risco de fraturas.

Benefícios Além do Alívio de Sintomas

Muitas pacientes associam a reposição apenas ao fim das ondas de calor. No entanto, evidências científicas demonstram benefícios sistêmicos quando a terapia é iniciada na chamada “janela de oportunidade” (geralmente nos primeiros 10 anos após a menopausa ou antes dos 60 anos):

  1. Saúde Cardiovascular: Melhora no perfil lipídico e proteção das paredes arteriais.
  2. Cognição: Auxílio na manutenção da memória e funções cognitivas.
  3. Metabolismo: Ajuda no controle da composição corporal e sensibilidade à insulina.

Segurança e Mitos

Ainda existe muita hesitação em torno da TRH devido a estudos antigos e descontextualizados. A medicina moderna utiliza hormônios bioidênticos (estatisticamente idênticos aos produzidos pelo corpo), doses menores e vias de administração mais seguras, reduzindo drasticamente os riscos de eventos tromboembólicos.

É importante ressaltar que existem contraindicações específicas, como histórico de câncer de mama ou de endométrio dependente de hormônios e doenças hepáticas graves. Por isso, a avaliação criteriosa de um especialista é indispensável.

Conclusão

A menopausa não deve ser um período de sofrimento ou resignação. A ciência médica dispõe de ferramentas seguras para garantir que esta fase seja vivida com plenitude.

Se você está sentindo os impactos da transição hormonal, agende uma consulta com seu médico ginecologista para avaliação do seu perfil clínico e definição da melhor estratégia para sua saúde.

Cálcio na gravidez

Suplementação de cálcio na gravidez: o que a ciência mais recente nos diz?

Como obstetra, sempre busco trazer informações atualizadas e baseadas em evidências científicas para que você possa tomar decisões tranquilas e informadas sobre sua saúde na gravidez.

Você provavelmente já ouviu falar que o cálcio ajuda a prevenir a pré-eclâmpsia. Durante muitos anos, essa recomendação foi adotada por diversas organizações de saúde, inclusive no Brasil. No entanto, estudos científicos mais recentes e robustos mudaram esse entendimento.

A revisão Cochrane de 2025 — a análise mais completa e confiável disponível atualmente, que avaliou dezenas de milhares de gestantes — demonstrou que a suplementação de cálcio não reduz o risco de pré-eclâmpsia. Mesmo em doses altas, iniciada cedo ou em mulheres com risco maior, não houve benefício clinicamente relevante. Essa conclusão tem alta certeza científica, pois se baseia principalmente em grandes estudos de excelente qualidade.

Isso significa que, hoje, a evidência mostra: o cálcio extra em forma de comprimido não previne a pré-eclâmpsia.

O que você deve fazer?

  • Não interrompa nenhum suplemento sem conversar com seu médico antes. Cada caso é individual.
  • O melhor caminho continua sendo uma alimentação equilibrada, rica em alimentos naturais fontes de cálcio (leite, iogurte, queijos, folhas verdes, tofu e sementes).
  • Outras medidas comprovadamente eficazes para prevenir complicações hipertensivas — como o uso de aspirina em doses baixas para quem tem risco elevado — permanecem recomendadas e serão avaliadas especificamente com você.
  • Manter o pré-natal em dia, com monitorização da pressão arterial e exames regulares, é a forma mais segura de cuidar de você e do seu bebê.

Se você tem dúvidas sobre sua dose atual de cálcio, sobre sua alimentação ou sobre qualquer outro aspecto da sua gestação, marque sua consulta médica presencial com seu médico.

Hirsutismo – aumento de pelos corporais

mulher

O hirsutismo é definido como o crescimento excessivo de pelos em mulheres em regiões típicas do padrão masculino, como face, tórax, abdome e dorso. Esse quadro clínico deve ser distinguido do aumento geral de pelos corporais, chamado hipertricose, e do crescimento de pelos finos, como a lanugem. A presença de hirsutismo pode representar não apenas uma condição estética incômoda, mas também um indicativo de distúrbios hormonais subjacentes que necessitam de avaliação e tratamento adequado.

Estima-se que o hirsutismo afete entre 5% e 10% das mulheres em idade reprodutiva. Embora muitas vezes benigno, ele pode sinalizar desordens endócrinas, como a síndrome dos ovários policísticos (SOP), e por isso deve ser investigado de forma cuidadosa. A compreensão do mecanismo de ação dos androgênios, hormônios predominantemente masculinos, é essencial para entender o desenvolvimento dessa condição.

Ação dos androgênios sobre os folículos pilosos

O crescimento de pelos no corpo é influenciado por diversos fatores, sendo os androgênios os principais moduladores desse processo. O folículo piloso apresenta receptores androgênicos que, ao serem ativados, promovem o crescimento de pelos terminais, grossos e pigmentados, típicos do hirsutismo. Esse processo é especialmente visível nas áreas dependentes de androgênios.

O principal hormônio circulante nos homens é a testosterona, mas nas mulheres, ele também está presente em concentrações menores. Nas mulheres, os androgênios são produzidos principalmente nos ovários e nas adrenais. Além da testosterona, a di-hidrotestosterona (DHT), um metabólito mais potente, tem papel importante no hirsutismo, pois possui maior afinidade pelos receptores do folículo piloso.

A enzima 5-alfa-redutase é responsável por converter testosterona em DHT nos tecidos periféricos. Portanto, mulheres com aumento dessa enzima ou maior sensibilidade dos receptores androgênicos podem apresentar hirsutismo mesmo com níveis normais de testosterona.

Causas de hirsutismo

As causas de hirsutismo podem ser divididas entre aquelas que apresentam aumento da produção de androgênios e aquelas com aumento da sensibilidade aos androgênios.

1. Síndrome dos ovários policísticos (SOP)

A SOP é a causa mais comum de hirsutismo em mulheres. Está associada à anovulação crônica, resistência à insulina e aumento da produção de androgênios pelos ovários. As pacientes geralmente apresentam menstruação irregular, acne e obesidade, além do crescimento excessivo de pelos.

2. Hiperplasia adrenal congênita de início tardio

Essa condição é causada por deficiência parcial de enzimas envolvidas na síntese de cortisol pelas adrenais, levando à produção excessiva de androgênios. O tipo mais comum é a deficiência de 21-hidroxilase. Os sintomas incluem hirsutismo, acne, irregularidades menstruais e, em alguns casos, infertilidade.

3. Tumores secretores de androgênios

Tumores ovarianos ou adrenais que produzem grandes quantidades de androgênios são causas raras, mas importantes, de hirsutismo. Nesses casos, o início é abrupto e os níveis hormonais estão significativamente elevados. Pode haver sinais de virilização, como engrossamento da voz, aumento de massa muscular e clitoromegalia.

4. Uso de medicamentos

Alguns fármacos podem causar hirsutismo, como os esteroides anabolizantes, danazol, minoxidil, ciclosporina e fenitoína. A história medicamentosa deve sempre ser investigada.

5. Hirsutismo idiopático

Trata-se de uma condição em que há crescimento excessivo de pelos, sem anormalidades laboratoriais ou evidência de distúrbios hormonais. É comum em mulheres com ciclos menstruais normais e pode estar relacionado à maior atividade da 5-alfa-redutase ou maior sensibilidade dos folículos aos androgênios.

Diagnóstico

O diagnóstico do hirsutismo deve iniciar com uma história clínica detalhada e exame físico completo. É essencial avaliar o padrão de distribuição dos pelos, sua intensidade e o tempo de início dos sintomas.

A Escala de Ferriman-Gallwey é utilizada para quantificar o hirsutismo, atribuindo pontuações de 0 a 4 em nove áreas do corpo. Uma pontuação total igual ou superior a 8 sugere hirsutismo clínico.

Deve-se investigar sinais de virilização (como calvície, aumento de massa muscular, clitoromegalia e voz grave), que indicam causas mais graves. Também é fundamental avaliar o ciclo menstrual e histórico de infertilidade.

Os exames laboratoriais incluem:

  • Testosterona total e livre
  • Sulfato de deidroepiandrosterona (SDHEA)
  • Androstenediona
  • 17-hidroxiprogesterona (para investigar hiperplasia adrenal congênita)
  • Prolactina e TSH (para afastar outras causas endócrinas)

Tratamento

O tratamento do hirsutismo visa reduzir o crescimento dos pelos, corrigir a causa subjacente e melhorar a autoestima da paciente. A abordagem pode ser medicamentosa, cosmética e, quando necessário, cirúrgica.

Tratamento medicamentoso

  1. Anticoncepcionais orais combinados
    São o tratamento de primeira linha. Reduzem a produção de androgênios ovarianos e aumentam a produção de globulina transportadora de hormônio sexual (SHBG), diminuindo os níveis de testosterona livre.
  2. Antiandrogênicos
    Como a espironolactona, que bloqueia os receptores androgênicos, e a flutamida. São usados quando os anticoncepcionais isoladamente não são eficazes. Devem ser evitados em gestantes devido ao risco de feminização do feto masculino.
  3. Inibidores da 5-alfa-redutase
    Como a finasterida, que impedem a conversão de testosterona em DHT. Podem ser usados em associação a anticoncepcionais.
  4. Metformina
    Utilizada principalmente em pacientes com SOP, melhora a resistência à insulina e pode auxiliar na redução dos níveis de androgênios.

Tratamento cosmético

  • Depilação: cera, lâmina ou cremes depilatórios.
  • Clareamento de pelos: em casos de pelos finos.
  • Eletrocoagulação e laser: técnicas definitivas de remoção dos pelos, eficazes especialmente quando associadas ao tratamento hormonal.

Abordagem cirúrgica

Indicada apenas nos casos de tumores ovarianos ou adrenais produtores de androgênios, confirmados por exames de imagem e laboratório.

Conclusão

O hirsutismo é uma condição comum entre mulheres e, embora muitas vezes benigno, pode indicar distúrbios hormonais significativos. Seu impacto estético e psicológico não deve ser subestimado, e o tratamento deve ser individualizado, levando em consideração a causa, intensidade do quadro e desejo da paciente.

A combinação de tratamentos hormonais, medidas cosméticas e acompanhamento clínico oferece excelentes resultados na maioria dos casos. O reconhecimento precoce e o manejo adequado do hirsutismo são essenciais para restaurar o bem-estar físico e emocional da mulher.

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(Fonte: SOGIMIG)

“Mulheres que cuidam, criam, transformam”

Hoje celebramos o Dia Internacional da Mulher.

Ao longo de 37 anos como ginecologista, tive o privilégio de acompanhar a vida de milhares de mulheres em momentos muito especiais: o nascimento de um filho, os desafios da saúde, as alegrias e também as preocupações do dia a dia.

Em casa, essa força feminina também está sempre presente.
Minha mãe, aos 86 anos, continua escrevendo e nos lembrando que a mente e o coração não envelhecem quando permanecem curiosos pela vida. Hoje ela toma posse na Academia de Letras do Vale do Jequitinhonha.

Minha esposa, enfermeira, representa diariamente o cuidado e a dedicação à saúde das pessoas e como esposa é uma verdadeira companheira para todas as horas.

Minha irmã, assistente social, expressa no seu trabalho o compromisso com a solidariedade e a justiça social.

Minha filha vive agora a experiência transformadora da maternidade, cuidando do pequeno Haru, meu neto de 9 meses.

Essas mulheres me lembram todos os dias que a força feminina se manifesta de muitas formas: na mãe, na filha, na esposa, na irmã, na avó, na profissional, e em tantas outras dimensões da vida.

Neste dia, deixo minha admiração e gratidão a todas as mulheres que confiam em mim para cuidar de sua saúde.

Feliz Dia Internacional da Mulher.


Dr. Fabio Lentúlio Mota Filho
Médico Ginecologista e Obstetra

Endometriose

Atraso no diagnóstico

Em média, leva 7 a 10 anos desde os primeiros sintomas até receber o diagnóstico preciso de endometriose.

Isto representa quase uma década de dor, confusão e, muitas vezes, de ter seus sintomas ignorados antes de obter respostas reais.

É extremamente comum

A endometriose afeta cerca de 1 em cada 10 pessoas em idade reprodutiva.

Ela impacta aproximadamente 10% das mulheres. 200 milhões de pessoas vivem com endometriose no mundo.

Altas taxas de diagnóstico incorreto

Quase 75% das mulheres com endometriose recebem inicialmente um diagnóstico errado.

Muitas são informadas de que seus sintomas são normais, exagerados ou causados por outras condições.

Sintomas invisíveis

Muitos dos sintomas mais comuns são invisíveis. Dor pélvica crônica, mestruações dolorosas e fadiga contínua são frequentes, mesmo que não sejam visíveis para os outros.

Fatores de risco genéticos

O histórico familiar importa.

Se você tem um parente próximo com endometriose, seu risco de desenvolver a condição aumenta de quatro a sete vezes.

Além da dor

A endometriose é mais que dor. Ela pode causar inflamação, cicatrizes internas e alterações na estrutura pélvica que podem impactar a fertilidade e a saúde reprodutiva como um todo.

Conscientização importa

A conscientização leva a diagnósticos mais precoces.

Quando falamos abertamente sobre endometriose, reduzimos o estigma, validamos experiências reais e incentivamos o tratamento adequado.

Novo exame preventivo

Gostaria de compartilhar uma atualização importante sobre os exames de prevenção do câncer do colo do útero realizados em nosso consultório.

Tradicionalmente, o exame mais conhecido para rastreamento é o Papanicolaou, que analisa alterações nas células. Porém, atualmente dispomos de um método ainda mais moderno e sensível: a Captura Híbrida para HPV.

Este exame detecta diretamente o DNA dos vírus responsáveis pela grande maioria dos casos de câncer, oferecendo:

  • Maior sensibilidade: identifica o risco antes de surgirem alterações celulares.
  • Diagnóstico precoce: aumenta a segurança no acompanhamento.
  • Intervalos maiores: possibilidade de mais tempo entre exames se o resultado for negativo.

Devido a dificuldades técnicas de alguns laboratórios operacionais, decidimos adotar um novo fluxo para garantir precisão: Continuaremos realizando a coleta no consultório, porém o material será encaminhado para um Laboratório Especializado de Referência.

Identificar o vírus antes que ele cause lesões no colo de útero é a mais moderna forma de prevenir o câncer.